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  • Luciana Adamatti

Exportar é o que Importa

Nos últimos dias, tive a oportunidade de assistir a um vídeo, em um dos grupos de Comércio Exterior que participo, que trouxe um conceito que chamou muito a minha atenção: neste momento, exportar é o que importa.




E, realmente, se refletirmos sobre essa afirmação, nos daremos conta que, na situação atual, em que o mercado interno tende ao desaquecimento por conta de um acontecimento não planejado, percebemos que as oportunidades se voltam para as inúmeras possibilidades que existem para produtos brasileiros no mercado externo. Pois, uma coisa é clara: as pessoas, em qualquer lugar do mundo, independente da situação continuarão consumindo.


Haverá redução, sim, mas estagnação completa, não. Como consumidores, seguiremos necessitando desde alimentos, roupas e combustíveis, até artigos para nossas casas e peças de reposição para nossos automóveis, além de serviços dos mais variados.


Cabe ressaltar que, de acordo com o Sebrae, atualmente o Brasil possui 6,4 milhões de empresas formalizadas, sendo que 99% delas são pequenas e médias, e respondem por em torno de 52% dos empregos formais no país. Porém, estas empresas são as que menos participam no comércio internacional: mais de 60% do que exportamos é gerado por grandes empresas nacionais e multinacionais sediadas no Brasil, sendo que a maior parte do que vendem são commodities.


Ou seja: é o momento do Brasil perceber seu potencial como fornecedor global dos mais diversos tipos de produtos, e consolidar sua postura exportadora de fato.


Como mudar este quadro, e trazer as pequenas e médias para a nova realidade, que poderá garantir, mais que a continuidade de seus negócios, seu crescimento e desenvolvimento?


Sabe-se que impera nestas empresas o medo exportar, pois é considerado um processo burocrático, complexo, que exigiria de uma pequena ou média empresa um investimento que, neste momento, ela não teria disponibilidade para realizar. Porém, as empresas não percebem os seguintes fatores que são importantes:


  1. Estamos vivendo um momento onde a TAXA CAMBIAL ESTÁ EXTREMAMENTE FAVORÁVEL. Com vendas no mercado externo, as empresas têm a possibilidade de faturar cinco vezes mais do que vendendo no mercado nacional;

  2. Uma empresa que exporta É MAIS COMPETITIVA, pois ela precisa adequar-se mais rapidamente aos movimentos da economia global, e isso a torna mais ágil e agressiva, possibilitando combater concorrentes globais em seu próprio mercado;

  3. Além disso, ela está em CONSTANTE DESENVOLVIMENTO, pois é mandatório modernizar-se e atualizar-se continuamente para poder seguir presente no mercado internacional;

  4. A PULVERIZAÇÃO DE MERCADOS, ou seja, a presença em mais de um país e a não dependência de um único mercado, possibilita a ampliação da carteira de clientes e a redução da exposição às variações da economia global;

  5. Quando se possui uma carteira de clientes mais ampla, pode-se alcançar a ECONOMIA DE ESCALA na produção, com redução de custos operacionais e de matéria prima, para produzir mais e com mais qualidade;

  6. Outra consequência palpável de exportar é a MELHORIA NO FLUXO DE CAIXA, através de negociações de longo prazo que possibilitam melhor planejamento financeiro da empresa;

  7. Ainda pode-se citar a VALORIZAÇÃO DA MARCA, visto que uma empresa que exporta, que investe na presença internacional, agrega valor intangível a um de seus maiores ativos: sua marca.


Sim, as vantagens e benefícios são extremamente atrativos. Mas a pergunta que possivelmente surge é: como encontrar potenciais compradores para meu produto? Como fazer com que meu produto e/ou minha empresa comecem a ser conhecidos no mercado internacional?


A resposta a estes questionamentos é simples, e será tema de nosso próximo artigo. No meio tempo, caso tenha dúvidas, contate-nos ;)


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