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  • Luciana Adamatti

Exportações Brasileiras: resultados em tempos de pandemia


Nos últimos artigos trazidos por nós, buscamos compartilhar conteúdos que pudessem apoiar empresas que estão buscando o mercado internacional, seja por uma vontade antiga, já alinhada com as estratégias de médio e longo prazo da empresa, seja por reposicionamento e potenciais oportunidades proporcionadas por este momento. Falamos sobre estratégia, comunicação e promoção comercial no mercado internacional, marketing on line, cenário econômico global, exportação e como iniciar o processo de exportar, disrupção, competitividade. Todos temas para levar à reflexão, análise e amadurecimento de novas visões e novas ideias.


A proposta para hoje é um pouco diferente. Trazer o que realmente aconteceu nos primeiros cinco meses deste ano com as exportações do Brasil, que iniciaram sob a bandeira de uma pandemia, com consequências sentidas por todos os países. Pois nada é mais claro que traz mais verdades que números.


De acordo com o Ministério da Economia, responsável pela gestão do Comércio Exterior Brasileiro desde 2019, de Janeiro a Maio de 2020 o Brasil exportou para 248 diferentes países, gerando um faturamento de US$ 84,5 bilhões com vendas ao mercado internacional. Em relação ao mesmo período de 2019, houve uma redução de -7,17% , em função do momento pelo qual a economia global vem passando.


Os maiores parceiros comerciais neste período foram:


1º China, US$ 27,5 bilhões (32,5%);

2º USA, US$ 8,5 bilhões (10%);

3º Países Baixos (Holanda), US$ 3,5 bilhões (4,2%);

4º Argentina, US$ 3,1 bilhões (3,7%);

5º Cingapura, US$ 2,0 bilhões (2,4%);

6º Espanha, US$ 1,9 bilhões (2,2%);

7º Alemanha, US$ 1,6 bilhões (1,9%);

8º Canadá, US$ 1,53 bilhões (1,8%);

9º Japão, US$ 1,5 bilhões (1,77%);

10º México, US$ 1,49 bilhões (1,76%).

E, com relação aos produtos mais exportados, temos a seguinte ordem:


1º Soja;

2º Petróleo bruto;

3º Minério de ferro;

4º Carne bovina;

5º Celulose;

6º Carne de frango;

7º Farelo de soja;

8º Açúcar;

9º Óleos combustíveis;

10º Café.


A China é, há tempos, o maior parceiro comercial do Brasil, e comprador voraz de nossas commodities. Apesar de a ABRACOMEX ter projetado que, em função da crise ocasionada pelo coronavírus, havia uma possibilidade de a China baixar significativamente seus volumes de compra com o Brasil (matéria de 20/02/2020), o que se desenha é algo completamente distinto: percebe-se, cada vez mais uma crescente dependência de commodities brasileiras pelo gigante asiático. Dos 10 produtos mais representativos nas exportações brasileiras, os seis primeiros têm como comprador principal a China (soja, petróleo bruto, minério de ferro, carne bovina, celulose e carne de frango). Cabe ressaltar que em 2019, a China representava 28% das exportações brasileiras, e no período Janeiro a Maio de 2020, sua participação já é de 32,5%. Pode-se concluir que o Brasil é uma das principais fontes de matéria prima para a economia chinesa (leia-se aqui tanto para mover a indústria quanto para prover alimentos à população). Em suma, há uma grande interdependência entre Brasil e China, nós pela representatividade em nossas exportações, e deles pela necessidade por nossas commodities.


Afora a China, que é um outlier, e que compra somente commodities do Brasil, o restante de nossos parceiros comerciais compra, além destes produtos, outros que nos interessam. Por exemplo, dentro do que exportamos para os USA, nosso segundo parceiro em nossas exportações, os produtos mais representativos são semimanufaturados de ferro ou aço. Eles ainda compram de nós, também, motores, turbinas, máquinas, e até aviões. Em outras palavras, estamos fornecendo à economia mais importante do planeta partes, peças e produtos acabados fabricadas por nossas indústrias para uso em seus produtos e/ou empresas. E isso interessa muito a nossa economia, pois desenvolve a nossa indústria, com a entrega de produtos com valor agregado, criando uma cadeia que assegura o crescimento de nossa área de manufatura, congregando fornecedores de diversas matérias primas, maquinário e desenvolvimento de mão de obra especializada. Ou seja: desenvolvendo-nos como economia, crescemos como nação.


Importante ressaltar, também, que nossa relação comercial com o México é muito mais focada em produtos acabados ou semimanufaturados, que em commodities, mostrando que, na América Latina, o Brasil ainda é a grande referência industrial. Em outras palavras, a exportação é, sim, uma das alternativas mais interessantes para nosso país. Temos plenas condições de avançarmos neste sentido.


Como já abordado por nós, este é um momento único para o nosso país: é uma oportunidade ímpar de nos convertermos na grande potência global para fornecimento de commodities E produtos manufaturados e semimanufaturados. De aproveitamos a migração global que está acontecendo na busca de fornecedores de produtos com preços mais acessíveis, fora da China. De utilizarmos a taxa cambial favorável à exportação para diversificarmos mercados e sedimentarmos a marca “Made in Brazil”.


Você já pensou em como pode iniciar, alavancar ou sedimentar a exportação de seus produtos? Em como pode prospectar o mercado internacional, para identificar oportunidades para sua empresa? Você consegue perceber como a venda para o mercado internacional pode ampliar e acelerar a sua expansão? Questões importantes para refletir e organizar. Como já diz o velho ditado, em momentos de crise, CRIE.

Siga-nos em https://www.queroexportar.tradebrazil.com/ e saiba como podemos apoiar você em sua expansão internacional.

Um abraço!

Fontes:

http://www.mdic.gov.br/index.php/comercio-exterior/estatisticas-de-comercio-exterior/balanca-comercial-brasileira-acumulado-do-ano

https://www.abracomex.org/quais-sao-os-maiores-importadores-do-brasil

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