Buscar
  • Luciana Adamatti

Competitividade e Diferenciais na Crise: você saltaria a 13.000 pés de altura?


Em nosso último artigo, falamos sobre o momento único do Brasil no quadro mundial que está se desenhando, e como nossa competitividade, como país e como empresários, será decisiva para que alcancemos o sucesso, neste momento, que parece instável, incerto, inseguro.


Acredito que muitos ficaram se questionando: como consigo identificar os diferenciais competitivos e as capacidades distintivas da minha empresa e dos meus produtos, principalmente com foco no mercado internacional?


Pensando nisso, a proposta hoje é trazer algo diferente para reflexão, para “ventilar” ideias, e criar novas percepções. Sigo o Pedro Superti (@pedrosupertibr) nas redes sociais. A proposta dele é fazer a gente pensar de uma forma diferente, principalmente como donos de negócio, e um post feito por ele em 16 de junho, chamou minha atenção, pois faz a gente pensar nos desafios trazidos por este momento que estamos vivendo (e que não será nem o primeiro, nem o último, em que teremos que nos reinventar para sobreviver e crescer no mercado).


A provocação é a seguinte: você está preparado para um salto de paraquedas, de um avião em movimento, a 13.000 pés de altura?

Em um salto desses, feito em dupla (você e um instrutor), você fica em queda livre durante um minuto, com seu corpo em atrito direto com o ar, a uma velocidade aproximada de 200km/h. E o paraquedas só vai ser aberto a 5.500 pés. Dá um medinho, sejamos sinceros.

O Pedro conta a experiência do salto que fez em Santa Bárbara, na Califórnia, Estados Unidos. Ele relata, com detalhes, o período entre a decolagem, o avião atingir a altura necessária, e o salto em si, que é preenchido com os anúncios do piloto do avião avisando quantos minutos faltam para o salto, seguidos da advertência de quanto tempo ainda há para desistir do desafio, para aqueles que assim quiserem. Mas ele decide saltar. Nas palavras dele: “ah, não vou ser o cara que vai desistir.” Chegado o momento, as pessoas começam a saltar, e num momento de ímpeto, ele vai. Quando senta na porta aberta, na beira do avião, olha lá para baixo, com aquele vento batendo, ele pensa: “meu Deus do céu, o que eu vou fazer agora?” Ele não sabia se tinha coragem de saltar, de abrir mão da segurança de onde estava para saltar no abismo, para saltar no incerto. E se pergunta: “o que que eu vou fazer?” Neste momento, ele olha mais uma vez para o abismo, e o instrutor bate no ombro dele, e aponta para cima. Quando ele olha para cima, o instrutor salta. Neste momento, ele começa a cair, cair, cair… Girar, girar, girar… E não vê mais nada. Até que, cinco segundos depois, ele e o instrutor estabilizam no ar, e o instrutor bate novamente em seu ombro, e faz um sinal com as mãos como quem diz: “olha, olha!”.

E aí, ele tem a visão mais linda que já teve na vida: um pôr do sol em Santa Bárbara, que é um pico mundial de salto maravilhoso, na beira do oceano, com o sol se pondo... Uma coisa de filme, que ele nunca teria visto se eu não tivesse tido a coragem de saltar. Ele encerra dizendo: “foi incrível”. Pedro diz que hoje ele olha a crise como se fosse um instrutor. A crise é o instrutor que está falando “olha para cima!” e, quando a gente olhar, ele vai jogar a gente no abismo. No começo, ficamos perdidos, não sabe o que está acontecendo, fica-se desorientado, mas depois de um tempo vai equalizar e vai ter sido a melhor coisa que a gente fez na vida. A capacidade de voar mais alto está em nós. Mas, para isso, precisamos deixar o velho para trás e abraçar o novo. Ver o precipício de um jeito novo. Quando todos veem somente o chão, você enxerga o horizonte. No final, Superti conclui:

“É o seu papel como empreendedor, olhar para o seu mercado, ler o que está acontecendo e fazer os ajustes necessários.

É hora de saltar! E se eu fosse o instrutor do seu salto apontaria em 3 direções: 1 - Mercados vão mudar. 2 - Clientes vão mudar. É o macro e o micro. Como o comportamento do cliente vai mudar, eventualmente, o comportamento do mercado vai precisar mudar também. Mercados vão mudar, clientes vão mudar. 3 - O seu negócio vai mudar? Essa é a pergunta: o seu negócio vai se adaptar ou vai achar que vai ser a mesma coisa? Eu sei que você deve estar se perguntando como fará isso. Você entendeu que precisa se reinventar, mas não sabe como, não sabe por onde começar. Comece com 2 passos: Passo 1: Olhe Para o Cliente Comece a observar como o comportamento dele está mudando, como as prioridades dele estão mudando. Você terá que olhar e identificar a mudança do cliente. Passo 2: Identifique Todos Os Ativos Da Sua Empresa Olhe para a lista de elementos que você tem e identifique quais você pode usar e quais você precisa adquirir para esse novo comportamento do cliente. Talvez, você atinja um mercado novo ou atenda um perfil de cliente novo que não atingia antes. Isso pode te ajudar demais.” ⠀⠀ Em suma, grandes crises proporcionam grandes mudanças. A forma como você e sua empresa encaram isso e buscam ajustar seu negócio às novas realidades é que serão cruciais para que se possa não somente sobreviver no mercado, mas tirar proveito disso e crescer. E fica a pergunta: você e sua empresa estão preparados para um salto a 13.000 pés? Você e sua empresa já conseguem perceber quais são seus diferencias e capacidades que podem tornar o seu negócio competitivo no mercado internacional?


Siga-nos em https://www.queroexportar.tradebrazil.com/ Um abraço

6 visualizações0 comentário