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  • Luciana Adamatti

Competitividade: a Alavanca do Brasil no Mercado Internacional



Durante o VIII Simpósio de Excelência em Gestão e Tecnologia - SEGet, ocorrido em 2011, Francisco Alves, em seu artigo, trouxe quais seriam os indicadores que, em sua visão, seriam os que garantiriam a sobrevivência mercadológica para o século XXI. Seriam eles: conhecimento; informação, mão-de-obra especializada; tecnologia e tecnologia da informação; qualidade total; marketing; gerência participativa; gestão social e ambiental; e... competitividade.


Alves percebe a competitividade como a fusão da adequação das estratégias das empresas individualmente ao padrão de concorrência vigente no mercado, como diferencial de permanência no mercado global. Apesa de ter sido escrito há quase 10 anos, este concieto nunca foi tão atual, visto que a criação e manutenção dos diferenciais competitivos serão os grandes fatores distintivos das empresas num mercado que volta aos poucos depois de uma crise.


Já foi dito antes que, apesar do momento ser instável e de que haverá, sim, redução no consumo, as pessoas seguirão consumindo. E onde estes consumidores aplicarão os seus recursos? Nas empresas e produtos que apresentarem a melhor relação custo benefício, aonde a troca seja a mais interessante.


Pode ser a grande fase do Brasil no mercado internacional: em muitos anos, nunca fomos tão competitivos. Fatores como a taxa cambial favorável à exportação, a mão de obra brasileira 15% mais barata que a chinesa, e a guerra comercial que vem se firmando entre as grandes economias (China, USA, União Européia, Japão, Coréia do Sul) desde antes da pandemia, colocam o Brasil numa posição privilegiada. Não bastasse, ainda dispomos de abundância de recursos naturais, que brilham aos olhos de potenciais investidores. Somado a tudo isso, há ainda a movimentação de cadeiras de grandes companhias globais (HP, Apple, Google), que antes estavam na China e que agora buscam outros países aonde possam estar sediadas, procurando ganhos de escala e custos baixos, e muitas já estão com seus olhares voltados para o Brasil. E, por fim, as indústrias brasileiras podem, finalmente, ganhar o mundo através da exportação de produtos e serviços. Como já dito por Felippe Hermes, da InfoMoney, neste exato momento, uma oportunidade imensa se coloca diante do Brasil.


Vale ressaltar que não se trata de uma oportunidade momentânea, mas de um rearranjo global que durará alguns anos. E não estamos falando apenas do agronegócio e commodities, aonde já somos referência: estamos falando em ser provedores de produtos manufaturados e semimanufaturados, substituindo a China neste cenário. Isso seria excelente para nossa indústria, e consequente expansão da economia.


Percebendo isso, a APEX Brasil está focando esforços em atrair investimentos estrangeiros e alavancar exportações nacionais, através do programa “Be Brasil”, que busca trabalhar os atributos que tornam nossos produtos competitivos e diferenciados aos olhos do mundo. Sustentabilidade, criatividade, inovação e diversidade são as características mais relevantes dos produtos e serviços brasileiros no exterior, e por isso, são os atributos-chave que estão sendo utilizados nos programas e campanhas de promoção de exportações de nosso país. Atualmente, são 66 projetos mantidos pela APEX, nas seguintes áreas: Alimentos e Bebidas; Agronegócios; Casa e Construção; Economia Criativa; Máquinas e Equipamentos; Moda; Tecnologia; e Saúde.


É um momento único, onde há um mar de oportunidades, com ondas enormes para serem “surfadas”. Porém, há que ter coragem e visão estratégica para poder verdadeiramente operacionalizar e converter todas estas oportunidades em geração real de negócios.


Já diz o ditado que, enquanto uns choram, outros vendem lenços. Você já conseguiu identificar quem é sua empresa neste momento? Quais os diferenciais competitivos que sua empresa e seus produtos possuem que podem entregar algo distinto a potenciais clientes e investidores? Como sua oferta está posicionada no mercado?


Faça sua análise SWOT, com um olhar para vendas no mercado externo, e entenda o que pode estar faltando para que sua empresa e produtos possam estar realmente presentes no imenso mercado global.


Acompanhe-nos em https://linktr.ee/tradebrazilcom


Um abraço

Fontes:

· https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos11/22114140.pdf

· https://www.infomoney.com.br/colunistas/felippe-hermes/a-oportunidade-do-brasil-no-pos-pandemia/

· https://portal.apexbrasil.com.br/

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